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Os "cracks" do governo futebol clube
Olá meu povo e minha pova!! Voltei!!! Após minha viagem pelos processos seletivos de algumas universidades, finalmente agora estou com tempo para expor minhas odiosas ideias (sim ideia não tem mais acento e na medida do possível, vou me ajustando às novas regras ortográficas). Bom, indo ao assunto que me fez pensar e consequentemente "postar" aqui de novo, hoje eu estava vendo uma reportagem sobre assaltos na região central de São Paulo, especificamente na região do querido Vale do Anhagabaú. Confesso que as cenas me chocaram, mas não pelo fato de ver as pessoas perdendo as mochilas, e sim pelo fato de serem em sua maioria crianças os furtadores. Não sei se alguém chegou a ver ou ler algo sobre a revitalização da região da Luz há alguns meses atrás, conhecido ponto de venda de "crack'" da cidade. Eis que deve surgir na cabeça de vocês a pergunta: "E daí? O que esses furtos e o Anhagabaú tem a ver com a Luz?" Pois então, acontece que expulsos da região da "crackolândia" pela prefeitura, muitos de seus moradores para não falar todos, saíram como nômades vagando pelas ruas do centro, procurando algum ponto onde seus respectivos vícios e ações fossem digamos... "não vistas" pelas autoridades. Volto então ao início do meu raciocínio, onde digo que ver crianças furtando me chocou, e não só pelo fato que sempre me comoveu em relação a essas pessoas, que é a completa exclusão sofrida pelo governo e por nós, mas sim por se tratarem de pessoas de 10, 9 ou 6 anos viciadas em cola ou "crack", sem a menor força sequer para arrancar uma mochila da vítima, seja por sua pouca idade ou seu estado físio-psíquico. Essas pessoas são doentes, que infelizmente por falta de alternativa de fazer alguma coisa melhor de suas vidas se drogam, assaltam, furtam... Já ouvi milhares de vezes a história de que, eles estão nessa situação porque não se esforçam, qualquer um seria capaz de superar tais dificuldades se colocasse todo seu empenho na luta por uma vida melhor, como se a pessoa, o ser humano (sim eles são pessoas como nós sabiam?) gostasse de viver em meio a pessoas doentes, sem 1 real no bolso, passando frio, órfãos, analfabetos...Puxa, realmente como é fácil sair de uma condição dessa, principalmente quando os seres que defendem o esforço, são os mesmos que quasem morrem de depressão quando o seu candidato preferido daquele "reality show" é escolhido para sair do programa. Sem mencionar o governo de São Paulo, que desde que me conheço por gente nunca fez nada por essas pessoas, pelas pessoas furtadas de nem por ninguém, e quando tomam uma atitude, é a de expulsar esses ocupantes das regiões em que habitam, simplesmente transferindo-os forçosamente de área, e não resolvendo problema algum. Não sou perito em leis, mas acho que nem é preciso ser para notar que as mesmas existem em sua maioria "legalizar" a exploração dos que podem mais, sobre os que podem menos. Seria tão difícil assim dar assistência à esses moradores de rua? Afinal, estamos falando também de muitas crianças com uma vida inteira pela frente, em que se dando educação, oportunidades acadêmicas, abrigo, tratamento, entre outras coisas que nós cidadãos "vítimas" podemos deselvover, certamente ao menos eles pensariam duas vezes antes de se afundarem nesse triste mundo. Isso seria benéfico não só à essas pessoas, mas também a todos nós. Poderíamos no fim, quem sabe, ter não só satisfação de andar pelo centro seguramente, mas também orgulhosos por termos criado uma melhor situação para nós e condições descentes de vida para alguns desfavorecidos paulistanos. É, sei que esse raciocínio foi meio comprido, e sei que poucos vão ler isso tudo, pois não se trata do ponto de vista e menos ainda do interesse da maioria, mas eu não poderia deixar de expressar minha insatisfação ao ver tais cenas. Aliás, estou no final de um livro muito bom, que se chama: "Manual prático do ódio" de autoria de um escritor chamado Ferréz, no próximo comentário me alongo mais falando sobre o livro e sobre esse autor, que realmente vale a pena. E quanto ao livro, é um romance que, entre personagens e situações retrata com exatidão as condições em que os habitantes da periferia crescem. Abraço a todos e feliz ano novo na medida do possível para todos. Paz. Caio Fernandes
Escrito por Caio Fernandes às 22h13
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Vida Simples
Olá meu povo e minha pova. Voltei rápido dessa vez, para a infelicidade de todos! Bom, o fato que me fez voltar tão cedo para esse lugar de ideias infelizes, foi o filme Solista, muito bom por sinal. Porém, não quero me alongar muito nos comentários sobre o filme, e vou apenas me atentar em uma ideia, que talvez nem seja principal do filme. A dificuldade das pessoas em entenderem que o necessário basta. É realmente incompreensível para as pessoas, o fato de você não querer mais do que precisa. Mais, não querer receber um grande salário, morar em um ótimo bairro, ter um carro do ano e importado se possível, todos agem como se fosse o fim do mundo quando lançamos tais ideias. Recentemente ao falar que pretendo seguir a carreira de geógrafo para uma conhecida minha, quase fui espancado, como se o ato de se mostrar indignada me fizesse acordar para algo que não está diante dos meus olhos, que é a de que nunca vou obter um grande salário na minha vida e pior, serei um professor. Incompreensível para qualquer ser hoje em dia. Oras, não pretendo realmente por enquanto ser um professor, apesar de achar a profissão mais admirável que existe. Mas voltando ao ponto, incrível como a enorme maioria das pessoas medem o seu sucesso e satisfação na vida, pela possibilidade ou fato de ter muito dinheiro. Como se qualquer outra coisa no mundo fosse inferior aos centímetros de papel com alguns números impressos. Me desculpe todas as pessoas que acreditam nisso, mas eu simplesmente não consigo enxergar que arte, o amor, a amizade, o ódio,a tristeza, um pôr do sol na praia, todas essas coisas sejam inferior ao dinheiro. Há alguns meses no aniversário de uma amiga, aconteceu algum assunto em que ela mencionou algo exatamente sobre gostar de fazer por gostar, e me peguei defendendo as ideias monetárias no mundo. Na verdade não sei porque defendi, porque foi algo que sempre repudiei e como ela, por toda vida defendi fazer por amor e não por papel. Amanda você se lembra disso??? rsrs Concluindo, não defendo o fato de que o dinheiro não tenha seu valor (social), ele tem, acho que mais infelizmente do que felizmente. Porém na opinião desse humilde e provavelmente pobre futuro geógrafo, isso é inconcebível. Me chamem de socialista, de anti-capitalista, de marxista, só não me chamem de mundano. Ahhh, quase me esqueci, um filme que não me canso de assistir, e que mostra algumas atitudes extremistas de um rapaz saturado de todas essas pautas colocadas pela sociedade é Na natureza selvagem, trilha sonora do Eddie Vedder. Se alguém assistir e não achar o cara um louco retardado fale comigo. Caio da Silveira Fernandes
Escrito por Caio Fernandes às 20h03
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Poesia
Meu povo e minha pova!!! Sim, ainda não desisti desse blog, para a tristeza de muitos de vocês. Já faz algum tempo que não me apresentava, ou melhor, não apresentoava nada por aqui. Faltava inspiração, queria algo que não fosse político, ou muito sério e após acontecimentos que acabaram por relevar o que faltava para tal acontecimento, resolvi falar de poesia. Quem pouco me conhece, sabe que conheço muito pouco dessa arte. Mas quem recentemente teve uma conversa um pouco mais íntima com esse que vos fala, sabe o quanto a minha admiração por essas palavras mágicas cresceu, ou até surgiu diria. Na verdade por influências de professores, obrigações e agora satisfação, conheci o lado poeta de Vinícius de Moraes. Sim, eu digo esse lado porque o cara era músico, diplomata, dramaturgo e por consequência disso, concluo que ele seria o que ele quisesse ser. Gostaria de falar mais sobre ele, mas vou fazer diferente, deixar com que a sua poesia faça isso (com muito mais competência do que eu jamais faria), em homenagem às inspirações desse feriado. Espero que gostem. POEMA DOS OLHOS DA AMADA
Vinícius de Morais
Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus São docas mansas Trilhando luzes Que brilham longe Longe dos breus... Ó minha amada Que olhos os teus Quanto mistério Nos olhos teus Quantos saveiros Quantos navios Quantos naufrágios Nos olhos teus... Ó minha amada Que olhos os teus Se Deus houvera Fizera-os Deus Pois não os fizera Quem não soubera Que há muitas era Nos olhos teus. Ah, minha amada De olhos ateus Cria a esperança Nos olhos meus De verem um dia O olhar mendigo Da poesia Nos olhos teus.
Escrito por Caio Fernandes às 21h31
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Para as Olimpíadas não virarem olimpiadas.
Meu povo e minha pova, voltei! Grande coisa né? Rs Desde meu último "post" por aqui, alguns fatos bem relevantes aconteceram. Porém, acho que nenhum deles merece tanto destaque e atenção nossa, quanto a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. Como vocês receberam a notícia? Eu particularmente gostei, não estava torcendo nem a favor nem contra, apenas para que se ganhássemos como aconteceu, fosse tudo feito com transparência (ingenuidade minha) e realmente para deixar um legado no qual a cidade possa usufruir, diferentemente do que aconteceu no pan de 2007. Fazer com que nosso "cartão de visitas" (merecido posto) tenha a cara que mereça e mais do que isso, que os brasileiros merecem. É impressionante como todos os turistas que vêm para o Brasil querem conhecer o Rio de Janeiro. Acho essa então, uma excelente oportunidade para a implantação de uma série de políticas públicas visando a melhoria da cidade, e especialmente das condições de vida dos que lá vivem, também para recebermos bem esses visitantes. Ao ler no blog do Juca Kfouri uma publicação sobre a escolha, fiquei torcendo para que ele esteja errado (apesar de ter todos os motivos do mundo para desconfiar), dizia ele: - "a vitória do Brasil foi a vitória da ficção", se referindo à apresentação da candidatura do comitê brasileiro em Copenhague. Prefiro concordar, ou melhor, torcer junto com Gilbeto Dimenstein que assim como eu, acredita que essa possa ser uma boa oportunidade para uma reforma integral desse nosso cartão postal. Também acho que é responsabilidade não só da imprensa, como nossa, a fiscalização de tudo o que envolve esse projeto. Muitos lembram com razão, as cidades que prosperaram com a ajuda do recebimento dos jogos olímpicos, como Sydney e Barcelona, mas não podemos esquecer que Atenas paga as conta de sua versão dos jogos até hoje. Bom é isso, vejo o Brasil em condições para realizar tal evento, só que isso dependerá de uma série de fatores cujo fazemos parte todos. Cabe a nós a escolha de ser como Barcelona e Sydney, ou Atenas. Deixo para vocês dois portais muito bons que publicam todas as notícias que não vemos na Tv, nem nos jornais, etc... Um é do Paulo Herique Amorim: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/. O outro de um jornalista chamado Luiz Carloz Azenha. http://www.viomundo.com.br/ Abraços, beijos ou qualquer outro tipo de saudação que não faça parte de minha cultura, mas da sua sim.
Escrito por caio_fernandes1986 às 17h31
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Ahhhh o futebol...
Meu povo e minha pova, aqui estou eu de novo escrevendo coisas que...que...ah...coisas. E não é que o primeiro post foi bem visitado? Vocês precisam arrumar coisas melhores para fazer na vida viu. Rs Hoje venho por meio deste falar sobre o futebol. Quem me conhece sabe que muitas coisas me motivariam a falar sobre essa arte, mas foi uma fato em particular que o fez. Estava como todos os dias lendo a Folha de São Paulo, e eis que me deparo com uma coluna escrita por um advogado e jornalista, o senhor Leonel Kaz sobre O MUSEU DO FUTEBOL. Pra quem não conhece, o Museu do Futebol (que hoje completa 1 ano), está sob as arquibancadas do estádio do pacaembu, e como essa coluna citada coloca, "É visitar um museu de história". É difícil imaginar hoje uma pessoa que não sofra as consequências (positivas ou negativas) do futebol, mesmo que não goste é afetado. Seja por um metrô em que você se depara com centenas de torcedores de um time, seja em um jogo de sábado com os amigos, seja em um momento de gozação em um bar, enfim, o futebol está presente na vida de todos. Quem nunca parou para ver um jogo da seleção brasileira em uma copa do mundo que chute a primeira bola. Mas voltando ao museu, ele é realmente impressionante, moderno, com imagens que fazem passar um filme na sua cabeça sobre aquele gol, naquele dia, aquela alegria ou tristeza, é realmente demais! Confesso que estou devendo uma visita à ele ja faz um tempo, aliás, aceito convites, seja de amantes do futebol ou apenas de pessoas querendo passar o tempo. O que posso garantir é que você pode não sair gostando mais ou menos de futebol o visitando, mas com certeza vai passar a compreender a força social (uma das únicas a unir classe E e A em um espaço, o estádio no caso) e respeitar muito mais as pessoas que são amantes desse esporte mágico. Bom vou deixar aqui para vocês se quiserem ler a coluna citada acima por mim, através do link da folha digital. Aliás bem legal para quem não tem acesso ao jornal em sua forma física. Não sei ao certo até quando esta disponível essa ferramenta, mas até o momento dessa coluna a coisa estava funcionando pra todos. E também deixo o link do site do Museu do futebol, se possível vá conferir, só para fins estatísticos, é o museu mais visitado de SP, superando o da Língua Portuguesa Beijos, abraços, cheiros e amassos como dizia minha ex-chefe. Ahhhh só pra deixar uma polêmica bem relevante ao tópico de hoje...CHUPA BAMBI!!! 3 ANOS SEM GANHAR DO MEU "CURÍNTHIA" rsrsrs... Valeu galera me xinguem e se xinguem aeee... Folha de SP digital - http://edicaodigital.folha.com.br/home.asp - A coluna esta no caderno 1, página A3 Museu do Futebol - http://www.museudofutebol.org.br/historia/
Escrito por caio_fernandes1986 às 20h13
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http :// www . mediafire . com/?hi1zn5mdjjj Esta ai o link do Cd que esqueci de colocar no post anterior. É só tirar os espaços do link, baixar, ouvir e ser feliz!
Escrito por caio_fernandes1986 às 21h04
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Pensamentos abstratos de um mundo real
Olá meu povo e minha pova! Caramba quem diria eu escrevendo em um blog, difícil de acreditar né? Mas enfim...cá estou. O que me fez criar isso? Uma série de fatores: Coisas que ando lendo sobre política internacional, ambiental, esportes, música...Tudo de uma maneira geral, é quase uma sopa de tudo isso aqui. Bom, por ser o primeiro post, não quero traumatizar a meia dúzia de gatos pingados que aparecerão por aqui, se é que eles existem. Vou falar um pouco da política ambiental, e do comprometimento que vem tomando conta (até que enfim) da cabeça dos políticos e empresários de um modo geral ao redor do mundo. Está mais do que na cara, que o mundo novo não será mais movido a petróleo, carvão e outros combustíveis que comprometem de maneira severa o meio ambiente do mundo em geral. Por isso acho que é meio perigoso essa celebração nacional em torno do pré-sal. Até quando o mesmo será motivo de otimismo e certeza de evolução econômica, em um mundo cada vez mais preocupado com o desenvolvimento sustentável? Relembrando as ideias de um colunista da folha (no qual o nome me foge agora), o cenário ambiental aponta que seria muito mais inteligente do Brasil investir o dinheiro do pré-sal não em educação, saúde, transporte, etc. Mas sim em pesquisas, na formação de novos cientistas e no desenvolvimento de novas tecnologias, nas quais represente de maneira muito mais consciente e futurista, a real consolidação do Brasil no cenário mundial de criação e desenvolvimento de energia limpa. Bom é isso galera deixo vocês com esse curto post para refletirem, seja pelo conteúdo, ou pelos erros de português. Ouvindo: Backspacer - Pearl Jam ----- NOVO ALBUM (Deixo o link aqui se vocês quiserem baixar) Caio Fernandes
Escrito por caio_fernandes1986 às 20h38
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